Wake Me Up When September Ends - Green Day
Summer has come and passed
The innocent can never last
Wake me up when September ends
Like my father's come to pass
Seven years has gone so fast
Wake me up when September ends
Here comes the rain again
Falling from the stars
Drenched in my pain again
Becoming who we are
As my memory rests
But never forgets what I lost
Wake me up when September ends
Summer has come and passed
The innocent can never last
Wake me up when September ends
Ring out the bells again
Like we did when spring began
Wake me up when september ends
Here comes the rain again
Falling from the stars
Drenched in my pain again
Becoming who we are
As my memory rests
But never forgets what I lost
Wake me up when september ends
Summer has come and passed
The innocent can never last
Wake me up when September ends
Like my father's come to pass
Twenty years has gone so fast
Wake me up when September ends
Wake me up when September ends
Wake me up when September ends
Mais um domingo...

Internet, chocolate e livros... grandes companhias! ahahaha...
Na última sexta-feira eu trouxe da biblioteca o livro
"As Cem Melhores Crônicas Brasileiras", li algumas hoje... para ser mais exata li quarenta e cinco crônicas, assim, aleatoriamente. A que me chamou mais atenção até agora foi a crônica "Sobre o Amor" de Ferreira Gullar, vou copiar uns trechos aqui:
"Houve uma época em que eu pensava que as pessoas deviam ter um gatilho na garganta: quando pronunciasse — eu te amo —, mentindo, o gatilho disparava e elas explodiam. Era uma defesa intolerante contra os levianos e que refletia sem dúvida uma enorme insegurança de seu inventor. Insegurança e inexperiência. Com o passar dos anos a idéia foi abandonada, a vida revelou-me sua complexidade, suas nuanças. Aprendi que não é tão fácil dizer eu te amo sem pelo menos achar que ama e, quando a pessoa mente, a outra percebe, e se não percebe é porque não quer perceber, isto é: quer acreditar na mentira. Claro, tem gente que quer ouvir essa expressão mesmo sabendo que é mentira. O mentiroso, nesses casos, não merece punição alguma.
Por aí já se vê como esse negócio de amor é complicado e de contornos imprecisos. Pode-se dizer, no entanto, que o amor é um sentimento radical — falo do amor-paixão — e é isso que aumenta a complicação. Como pode uma coisa ambígua e duvidosa ganhar a fúria das tempestades? Mas essa é a natureza do amor, comparável à do vento: fluido e arrasador. É como o vento, também às vezes doce, brando, claro, bailando alegre em torno de seu oculto núcleo de fogo.
O amor é, portanto, na sua origem, liberação e aventura. Por definição, anti-burguês. O próprio da vida burguesa não é o amor, é o casamento, que é o amor institucionalizado, disciplinado, integrado na sociedade. O casamento é um contrato: duas pessoas se conhecem, se gostam, se sentem a traídas uma pela outra e decidem viver juntas. Isso poderia ser uma coisa simples, mas não é, pois há que se inserir na ordem social, definir direitos e deveres perante os homens e até perante Deus. Carimbado e abençoado, o novo casal inicia sua vida entre beijos e sorrisos. E risos e risinhos dos maledicentes. Por maior que tenha sido a paixão inicial, o impulso que os levou à pretoria ou ao altar (ou a ambos), a simples assinatura do contrato já muda tudo. Com o casamento o amor sai do marginalismo, da atmosfera romântica que o envolvia, para entrar nos trilhos da institucionalidade. Torna-se grave. Agora é construir um lar, gerar filhos, criá-los, educá-los até que, adultos, abandonem a casa para fazer sua própria vida. Ou seja: se corre tudo bem, corre tudo mal. Mas, não radicalizemos: há exceções — e dessas exceções vive a nossa irrenunciável esperança.
(...)
Às vezes o sonho vem, baixa das nuvens em fogo e pousa aos teus pés um candelabro cintilante. Dura uma tarde? Uma semana? Um mês? Pode durar um ano, dois até, desde que as dificuldades sejam de proporção suficiente para manter vivo o desafio e não tão duras que acovardem os amantes. Para isso, o fundamental é saber que tudo vai acabar. O verdadeiro amor é suicida. O amor, para atingir a ignição máxima, a entrega total, deve estar condenado: a consciência da precariedade da relação possibilita mergulhar nela de corpo e alma, vivê-la enquanto morre e morrê-la enquanto vive, como numa desvairada montanha-russa, até que, de repente, acaba. E é necessário que acabe como começou, de golpe, cortado rente na carne, entre soluços, querendo e não querendo que acabe, pois o espírito humano não comporta tanta realidade, como falou um poeta maior. E enxugados os olhos, aberta a janela, lá estão as mesmas nuvens rolando lentas e sem barulho pelo céu deserto de anjos. O alívio se confunde com o vazio, e você agora prefere morrer.
(...)
E assim é: a mais delirante paixão, terminada, deixa esse sabor de impostura na boca, como se a felicidade não pudesse ser verdade. E no entanto o foi, e tanto que é impossível continuar vivendo agora, sem ela, normalmente. Ou, como diz Chico Buarque: sofrendo normalmente.
(...)
E é verdade. Uma doença ou pelo menos uma anormalidade. Como pode acontecer que, subitamente, num mundo cheio de pessoas, alguém meta na cabeça que só existe fulano ou fulana, que é impossível viver sem essa pessoa?."
É verdade, infelizmente tenho que concordar com ele. Mas como ele mesmo disse, há exceções. Será que um dia eu serei agraciada pelo "acaso da exceção"?
Um pouquinho de mim...
Estou sempre aprendendo... quebrando meus velhos paradigmas... aquelas roupas usadas que não me servem mais. Estou gostando mais de mim agora, vivendo mais a minha liberdade mesmo presa na ansiedade de escolher o melhor caminho... Como já disse Mário Quintana, é preciso cuidar do nosso jardim, estou cuidando. Aprendi a gostar mais de mim mesma, me aceitar como sou.
Ainda choro por paixões vividas e berro por aquele grande amor que ainda não vivi (mas que vai acontecer um dia)... Não sei viver da mentira, não sei amar pela metade, quando eu gosto de alguém eu gosto de verdade. Adoro abraços... Sou intensa, mas tenho medo da minha intensidade. Não consigo ser paciente, quando sigo meus instintos, perco a cabeça, me torno vulnerável... não me reconheço... Sentimento e razão não andam de braços dados e isso não se explica, se sente e só...
Não consigo mentir, meus olhos simplesmente me entregam, eles falam por mim.
Gosto de exercitar todos os verbos em todos os tempos inclusive o pedir (colo), dar (beijo), falar (de tuuuudo rsrs), gostar (eu gosto muito de você)... Não sou de brigas verbais, sou péssima nisso, passo dos limites sempre e mais um pouco.
Consigo ser ao mesmo tempo criança e mulher, amiga e namorada... Não gosto de baladas, noitadas e odeio carnaval... não gosto de banalidades e de ficar com uma pessoa só por ficar...
Adoro água, banho de chuva, de mar, de rio, de cachoeira... Gosto de vento no cabelo, ar na cabeça, terra nos pés (nem sempre, pois gosto de voar) e fogo nas velharias inúteis.
Detesto som de buzina, do caos urbano... gosto de sossego...
Sou de poucos amigos... gosto de pessoas nem protetoras, nem protegidas... e sim companheiras e que queiram dividir o prazer de viver comigo e de preferência, longe de meias verdades... Respeito opiniões contrárias, decisões e sentimentos, mas isso não significa que concordo sempre.
Não guardo mágoas, porém por mais que eu tente esconder, as cicatrizes ficam expostas. Não consigo fingir sentimentos.
Prefiro a noite ao dia... ela é mais inspiradora, apaixonante... Adoro o silêncio, mas às vezes é preciso gritar para espantá-lo de uma vez por todas. Odeio o tédio.
Guardo diários, fotos, cartas, presentes (nem que seja um simples botão rsrs), gosto de relembrar momentos bons. É impressionante como uma música ou um determinando aroma é capaz de me fazer viajar através do tempo. Gosto de perfumes e flores...
Choro muito, choro quando estou feliz, quando estou triste, quando amo, quando odeio... Gosto de chorar junto e gosto de beijo salgado de lágrima...
Falo muito, falo demaaais. Falo com pessoas, sozinha, com plantas e com o nada... Faço caretas, caras e bocas... Mordo tudo, tampa de caneta e lábios também. Tento suicídio todas às vezes que identifico meus preconceitos e meus medos... o medo nem sempre é por causa de uma ameaça real... ele pode me estagnar e o preconceito me cegar...
Leio muito, excessivamente... adoro livros... leio as coisas que eu gosto, as coisas que não gosto, as coisas que eu eu entendo e as coisas que eu não entendo... Ah e eu amo filosofia! E também história antiga, arqueologia...
Eu gosto de escrever... houve um tempo em que eu escrevia poemas, mas hoje gosto de crônicas... Escrevo para mim mesma o que eu sinto e muitas vezes me calo quando as palavras parecem me saltar no momento oportuno de falar pra quem deveria falar...
Não gosto de usar clichês, frases feitas... Mas confesso que a cada esquina uso um verso antigo, um trecho de uma música que se encaixa perfeitamente com a situação... parece que eu vivo de “intertextualidades”... rsrs... Falando nisso, amo ler Clarice, parece que só ela consegue me traduzir... Gosto também de Fernando Pessoa... Quando ajudo, me envolvo... Muitas vezes engano meu coração. Sou distraída... desastrada pra falar a verdade...
Sou cheia de manias... cometo os erros mais bobos. Meu sexo é frágil, mas não sou de porcelana... não me deixo abater por qualquer coisa... Não sou santa, porém “sou profana e sagrada na mesma balança” rsrs. Não queimo sutiã. Troco príncipes (eles não existem) por sapos... gosto de homens amáveis, porém firmes...
Sou capaz de cometer sempre os mesmos erros, apesar de ter jurado que não os cometeria novamente. Se eu erro é porque estou tentando mudar algo. Como aquela máxima: “mais vale a lágrima da derrota à vergonha de nunca ter lutado”! Essa é minha desculpa... rs
Eu sou otimista e estou aqui ainda... e vou continuar tentando!
Where are you now?
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordada, juntando
O antes, o agora e o depois
Por que você me deixa tão solta?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinha..."
Kafka!
Acabei de ler “Metamorfose” de Kafka. Eu nunca havia lido na íntegra, somente alguns trechos ao longo da minha vida hehe... É fastástico! É impressionante como Kafka consegue mostrar através do surreal, o horror do real. Sua história é perturbadora pois é possível nos indentificarmos com seus angustiantes personangens. Os conflito do personagem é bem parecido com os do homem moderno, condicionado a uma vida medíocre, muitas vezes fazendo aquilo que não gosta, dentro de situações que nunca planejou, se acabando aos poucos, postergando possíveis mudanças, pois todos os acontecimentos estão contra ele. Ele não sabe como sair daquilo, não sabe qual rumo deve tomar, questiona seriamente a sua existência e se sente só. Eu pesquisei e descobri que há uma adaptação para quadrinhos desse livro, feita por Peter Kuper, muito boa por sinal.
Alienação
Não assisto mais televisão. Não foi uma decisão tomada de uma hora para outra, essa repulsa foi evoluindo gradativamente, a ponto de eu sentir ascos... Eu não suporto mais ver sempre as mesas coisas, essa mesma “fórmula” do sucesso: notícias sensacionalistas, reality shows, apelo sexual e pornografia disfarçada nos programas e etc... Isso tudo ao meu ver, é muito preocupante, afinal a televisão nada mais é do que o reflexo da nossa sociedade que está cada vez mais miserável intelectualmente.Não, não acho que haja só lixo lá. Mas não há espaços para programas inteligentes, principalmente na tevê aberta. Exceto as emissoras tipicamente “culturais”, as outras deixam seu horário nobre repleto de inutilidades.
A Band inovou com sua versão brasileira do CQC, é um programa muito legal, eu gosto muito, mas para uma pessoa comum que acorda às cinco horas para trabalhar, eu não aguento assistir nem os primeiros trinta minutos. Eu assisto no Youtube depois, como outros programas que eu gosto. Na íntegra não dá mais. Além de irem ao ar em um horário ruim para mim, tenho que aturar os comerciais. Sem desmerecer nossos publicitários que criam comerciais geniais, o fato é que é cansativo ter que esperar um longo período entre o bloco de um programa e outro.
Sobre a imagem que ilustra o tópico, eu a escolhi porque ela me fez lembrar do mito da caverna de Platão. Nem sei se era esse o intuito do desenhista, mas me fez pensar o quanto as pessoas são alienadas, fáceis alvos de manipulação por parte da mídia, as pessoas de deixam levar, se deixam influenciar e acreditam em tudo o que a tevê mostra. Não são capazes de ter senso crítico e discernimento, pois não é isso o que a tevê quer. Então só enxergam as ideias prontas, pensamento pré-formados, coisas totalmente manipuladas, pois só mostram “sombras da realidade e imagens bem distorcidas”... como na história de Platão.
Enfim... é isso: não assito mais tevê e ela não me faz falta nenhuma.

